
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Literatura: Código da Vinci

Atualidades: São Paulo bate recorde no número de doação de órgãos
Até 10 de novembro, Estado já recebeu 760 doações.
O Estado de São Paulo superou o número de doações de órgãos no ano passado e estabeleceu novo recorde em 2010, segundo dados da Central de Transplantes, ligada à Secretaria estadual de Saúde. Foram 760 doações entre janeiro e 10 de novembro, contra 705 em todo o ano de 2009. Na comparação até 10 de novembro daquele ano, a alta observada em 2010 é de 25%.
Hospitais paulistas realizaram 2.018 transplantes desde o início do ano até a segunda semana de novembro, sendo 1.238 de rim, 569 de fígado, 89 de pâncreas, 69 de coração e 53 de pulmão.
Em 2009, houve 1.708 operações do tipo no estado, 993 de rim, 499 de fígado, 108 de pâncreas, 82 de coração e 26 de pulmão.
O secretário estadual de Saúde, Nilson Ferraz Paschoa, afirma que o dado é animador, pois mostra a solidariedade dos paulistas. "De outro [lado], o sucesso do trabalho realizado nos hospitais para identificar e rapidamente notificar potenciais doadores", afirma Nilson.
Existem coordenadores intra-hospitalares para doação e transplante em 22 hospitais da rede estadual paulista, mantidos pela Secretaria. Os profissionais identificam potenciais doadores e acompanham os exames que viabilizam a extração dos órgãos.
Para o interessado em doar órgãos, é importante deixar essa intenção clara aos familiares, que são os responsáveis por autorizar a retirada do material para transplantes.
Por Yuri Capistrano
Atualidades: Companheiro é suspeito de matar idosa e pôr em geladeira, diz polícia

Homem de 46 anos era 'perturbado', segundo irmão; vizinho chamou a PM.
O principal suspeito de assassinar uma aposentada de 76 anos e colocar o corpo dentro da geladeira do apartamento da idosa, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, é próprio companheiro da vítima, segundo a polícia.
O corpo da idosa foi encontrado nesta quinta-feira (11) e apresentava sinais de estrangulamento. Equipes da Divisão de Homicídios estiveram no local para fazer perícia e investigar o crime.
Policiais do 6º BPM (Tijuca) chegaram ao local e confirmaram a morte da idosa depois de receberem um chamado pelo telefone 190. O vizinho da vítima teria ouvido barulho no apartamento ao lado e desconfiou que a mulher estaria sendo espancada.
Agressivo e 'perturbado'
Segundo um irmão do suspeito, o companheiro da idosa, de 46 anos, apresentava problemas de comportamento por ser usuário de drogas. “Ele era assim, muito perturbado, por causa das drogas. Infelizmente era meu irmão”, disse.
Moradores, que conheciam a idosa e estavam no local, disseram que o suspeito aparentava ser agressivo, devido à dependência de drogas, e que algumas vezes ouviu queixas da vítima. “Uma vez cheguei a ligar para a polícia porque ela disse que ele queria bater nela e pegar seu dinheiro. Ele se passava por cego para se aproveitar dela”, contou uma amiga, que não quis se identificar.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Arte : Artista chinesa acusa escola de arte de Paris de censura
Uma artista chinesa acusa a Escola Nacional Superior de Belas Artes (Ensba) de Paris de praticar censura ao remover de sua fachada uma obra dela que fazia alusão a um slogan do presidente da França, Nicolas Sarkozy.
As quatro faixas com os dizeres "Trabalhe", "Menos", "Ganhe" e "Mais" faziam referência à frase "Trabalhe mais para ganhar mais" usada pelo partido UMP na campanha presidencial de Sarkozy em 2007.
A oposição socialista frequentemente zomba do slogan, já que o desemprego vem aumentando. Em nota, a Ensba disse que a obra "poderia constituir um ataque à neutralidade do serviço público."
A artista Siu-lan Ko qualificou o fato como "abominável." "Na China, falamos muito sobre censura, mas meu trabalho nunca foi censurado de modo tão brutal na China."
O Ministério da Cultura francês não quis comentar o caso.
Por Anna Luiza
Arte : Guernica de Pablo Picasso
Uma das obras mais significativas de Pablo Picasso (hoje completam 35 anos de sua morte, como o leitor do blog pode verno post abaixo) é o painel intitulado Guernica (ver imagem).
O painel foi produzido em 1937 (quando da Exposição Internacional de Paris), em virtude de um bombardeio aéreo feito pelos alemães durante a guerra civil espanhola, à localidade de Guernica, no país Basco, no dia 26 de abril de 1937.
Existem algumas controvérsias e suspeitas de que esta obra seria uma “farsa” (vocês lerão sobre isso nos comentários abaixo do leitor Paulo Araújo). Qual foi a intenção de Picasso ao pintar Guernica? Seria uma obra anacrônica? Feita por outros motivos, em outro ano, anterior a 1937? Estaria esta tela “encalhada”, e Picasso, solicitado a representar o motivo da violência, em virtude de tal bombardeio, aproveitou para escoar sua produção?
Bem, a mim, tais interrogações não interessam. Acredito ser uma obra belíssima, eloquente, em uma palvra, grandiosa. Os detalhes sobre sua produção, deixo para que os historiadores da arte discutam. No meu cantinho, prefiro me dedicar a admirá-la.
Uma interpretação possível (talvez a mais corrente) deste painel é que ele representa a atrocidade das vidas estilhaças, corpos revirados do avesso e produz um grande assombro também pelas suas dimensões: é um painel imenso, pintado a óleo, que mede 350 por 782 cm.
A obra de Picasso é, também, um grito contra a violência.
* O texto original foi publicado em 25 de outubro de 2007. E, editado em 08 de abril de 2008, em virtude dos 35 anos da morte de Pablo Picasso. O texto foi acrescido do 3º e 4º parágrafo.
Por Anna Luiza
Literatura: Literatura infantil para deficientes visuais

A literatura infantil para deficientes visuais, seja em braille, em tipologias maiores ou os chamados audiolivros, é um mercado que ainda engatinha no Brasil. Mas, mesmo que tímidas, as conquistas devem ser comemoradas. Roberto Gallo, gerente da Imprensa Braille da Dorina Nowill, conta que a fundação tem recebido um boom de pedidos. "A procura está grande. Hoje em dia, o braille está mais presente no cotidiano. Por lei, os restaurantes devem disponibilizar um cardápio para deficientes visuais, por exemplo. Também há audiolivros para o ensino médio e fundamental, além de dicionários", conta.
Para Elizabeth Serra, Secretária Geral da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), realmente existe uma expansão da literatura para deficientes visuais, mas o Brasil está chegando tardiamente neste setor. "Essa é uma lacuna que ainda precisa ser preenchida. É ótimo termos cada vez mais livros para esse público, mas em um segundo passo, é importante focar na qualidade da literatura que estamos oferecendo para essas crianças", diz.
Como aponta Isabel Sant´anna de Oliveira, da Confraria das Letras em Braille, o alto custo da produção é um dos impedimentos, já que é mais caro produzir esse tipo de livro - que, geralmente, é impresso em braille e tinta (em uma tipologia maior, acessível para aqueles que não são cegos, mas têm "baixa visão").
São poucas as editoras que vendem esse tipo de literatura. E os livros, geralmente, são adaptações de obras já existentes e produzidos com patrocínio. A distribuição, em sua maioria, é gratuita, mas pouco a pouco, há mais interesse de editoras. Uma das que resolveu entrar no mercado é a Paulinas. "Encaramos essa produção como um desafio. Há tempos queríamos entrar neste setor, e só agora foi possível. Mesmo assim, como não temos gráfica em braille, contamos com a Dorina Nowill para a impressão dos livros", explica Maria Alexandre de Oliveira, editora responsável pelo setor infanto-juvenil da Paulinas.
Apesar dos avanços, ainda há falta de leitores. Como explica Maria Glicelia Alves, pedagoga da Fundação Dorina Nowill, as crianças que são deficientes visuais demoram mais para ter acesso ao mundo da escrita. "Mesmo antes de aprender a ler, ela não enxerga placas e outdoors, por exemplo, como as outras crianças. Portanto, o estímulo deve começar em casa. Além de ler em voz alta para os filhos, os pais precisam estimulá-los a utilizar o tato", explica. Hoje em dia, há braille nos elevadores, em caixas de remédios e em cardápios de restaurantes.
Quem reclama da falta de público é Maria Helena Chenque, responsável pela Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo. O espaço conta com cerca de mil exemplares em braille para crianças, mas são poucas as que freqüentam a biblioteca. "Como elas não vêm sozinhas, é preciso que os pais estejam disponíveis para trazê-las, o que nem sempre acontece", diz.
Por Anna Luiza
Literatura : Um Amor Sem Tempo (2010)

